A cruz e a reconciliação.

Olá peoples!!

Hoje vou postar um texto do pastor Ricardo Barbosa da Igreja Presbiteriana do Planalto. Escolhi postar esse texto porque ele é muuuuuito bom (é claro) e também porque ele se encaixa perfeitamente neste momento de comemoração da Páscoa em que estamos inseridos. Não sei se existe alguém que acha que Páscoa é sobre chocolates e folga do trabalho, mas se há alguém que pensa assim venha descobrir que Páscoa é sobre reconciliação, perdão, salvação, amor, morte e ressurreição.

A cruz e a Reconciliaçãopascoa blog

“Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” (2 Coríntios 5:18 e 19)

Uma reconciliação ocorre quando duas partes, alienadas uma da outra, são reconduzidas a um relacionamento harmonioso pelo esforço de um mediador. Normalmente, é o ofensor que deve buscar a reconciliação. Se eu ofendo alguém, sou eu, o ofensor, que devo buscar o ofendido, pedir seu perdão, para, enfim, gozar da reconciliação com ele.

Nós ofendemos a Deus pecando e violando seus mandamentos. Portanto, a iniciativa da reconciliação deveria ter partido de nós, porque somos o ofensor e Deus o ofendido. Em vez disso, vemos que foi Deus quem tomou a iniciativa. Ele veio até nós para efetuar a restauração dos relacionamentos.

Nos tempos de Jesus, os judeus acreditavam que tínhamos o dever de iniciar o processo de reconciliação com Deus por meio do arrependimento e da confissão. O primeiro passo deveria ser do ofensor. No entanto, a obra de Cristo nos revela um processo totalmente inverso. A cruz inverte a lógica humana. O que vemos no Novo Testamento é Deus tomando a iniciativa por meio de seu Filho encarnado. Ele é o sujeito da reconciliação. Cristo assume nosso lugar, assume nossa culpa, toma sobre si nosso pecado, morre em nosso lugar e nos reconcilia com Deus.

É com este cenário que Ele nos confia o ministério da reconciliação. O pecado é comparado na Bíblia a uma dívida: “perdoa as nossas dívidas…”. Como toda dívida, precisa ser paga, caso contrário, vem o castigo. A tarefa da reconciliação, a partir da cruz, envolve o cancelamento das dívidas por parte do credor.

A tarefa da reconciliação requer um esforço de todos nós. Noutras palavras, requer um sacrifício. Ela envolve: interromper um culto, oferecer a outra face, andar a outra milha, perdoar uma dívida, amar o inimigo. Há nestes conselhos de Jesus um esforço, uma intenção. A reconciliação precisa ser buscada.

A partir da cruz, a iniciativa para a reconciliação sempre vem do lado de quem tem mais amor. É por isso, que Cristo nos confiou este ministério. Todos aqueles que experimentaram o seu amor e foram por Ele salvos, perdoados e redimidos, demonstram este mesmo amor e perdão na busca e promoção da reconciliação. Paulo, escrevendo aos romanos afirma: “Quando éramos inimigos de Deus, Ele nos reconciliou pela morte do seu Filho”. Para ele, Deus não se afasta e fica esperando um gesto de arrependimento de nossa parte para tomar qualquer iniciativa, dizendo algo como: “quando eles demonstrarem tristeza e arrependimento, aí então eu vou pensar se irei perdoá-los”. Seu amor é mais glorioso e generoso. Como Paulo afirma no mesmo capítulo 5, no verso 8: “Mas Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós sendo nós ainda pecadores”. No Calvário, Deus, em seu amor, tomou a iniciativa que iria restaurar-nos e nos trazer de volta para Ele. A reconciliação é a tarefa incansável e sacrificial do amor de Deus para tornar-nos amigos e restaurar-nos ao propósito da sua criação.

Bem, a esta altura você deve estar se perguntando: mas e o arrependimento, confissão, contrição, onde entram na história da reconciliação? São aspectos fundamentais para esta experiência. Na verdade, a graça de Deus é a expressão do amor incondicional de Deus, um amor que não pode ser adquirido, comprado ou negociado, nem mesmo pela nossa penitência. O arrependimento é nossa resposta a esse amor. Diante de tão grande amor, tão grande salvação. Com tão grande graça e perdão, a única resposta possível é o arrependimento, a contrição e a confissão. É este o ensino da parábola do credor incompassivo, aquele que ao ser perdoado de uma dívida impagável, saiu dali e foi implacável com seu credor que lhe devia uma quantia insignificante. É este o princípio que encontramos na oração: “perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. É por isso, que o perdão de Deus está sempre relacionado com o perdão que oferecemos (ou não) aos outros.

Quem muito ama, muito perdoa. Quem é muito amado, é muito contrito e grato. É por esta razão que à nós foi confiado o ministério e a palavra da reconciliação. Mas para que ela seja realizada, é necessário tomar dia após dia a nossa cruz, a mesma cruz de Cristo, e nos dispor a seguir o caminho de Cristo em obediência, renúncia e sacrifício, cumprindo com a missão que Ele nos confiou.

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Que nesta Páscoa nós possamos nos entregar a este Deus de amor tão grande, à essa graça maravilhosa e estender aos nossos próximos o mesmo amor, o mesmo perdão, a mesma paciência que Deus estende a nós todos os dias.

Fiquem com Deus!

 

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Sobre noquartodopai

Em primeiro lugar, sou filha de Deus e imitadora de Jesus Cristo. Sou também uma pessoa abençoada com um marido, uma família, uma igreja e amigos que amo demais! Adoro ler, assistir seriados e filmes e aproveitar a companhia dos meus amigos. Além disso, tento postar sempre no blog para que ele nunca fique desatualizado e para que todos possam sempre ler algo de Deus aqui!
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